quarta-feira, 21 de maio de 2014


Exposição "As meninas do quarto 28"

Desenhos de meninas judias que viveram no Quarto 28, no campo de concentração nazista de Theresienstadt, são expostos pela primeira vez no Brasil .
Mostra ficará em cartaz no MuBE, em São Paulo, entre os dias 23 de maio e 29 de junho de 2014 e receberá Vera Kreiner, uma das sobreviventes do Quarto 28, e Hannelore Brenner, autora do livro que deu origem à exposição.

Depois de passar por diversos países da Europa e por Israel, chega ao Brasil a exposição “As Meninas do Quarto 28”, chancelada pela ONU e adaptada do livro homônimo escrito pela jornalista alemã Hannelore Brenner e lançado recentemente no Brasil pela editora LeYa.

A exposição relata, através dos desenhos feitos por meninas judias que passaram pelo Quarto 28, o dia a dia de cerca de 50 crianças que viveram no campo de concentração de Theresinstadt, próximo à cidade de Praga, durante a Segunda Guerra Mundial.

Com mais de 35 desenhos e uma réplica de 18m² do quarto em que elas ficavam aprisionadas, além de painéis com detalhes históricos, a exposição foi escolhida pela União Europeia, em 2013, para a tradicional homenagem realizada anualmente no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) também selecionou a exposição para lembrar as vítimas do genocídio cometido pelos nazistas.

“O quarto, em escala real, mobiliado inclusive com beliches similares aos que elas dormiam, oferece aos visitantes a experiência de como foi a vida daquelas meninas. É emocionante ver desenhos tão coloridos e alegres dessas crianças, que viveram uma realidade tão difícil. A arte, realmente, tem um poder transformador”, afirma Karen Zolko, familiar de uma das meninas que habitou o Quarto 28 e representante da exposição no Brasil, junto com a amiga e sócia Dodi Chansky.

Há mais de meio século, entre os anos de 1942 e 1944, crianças de 12 a 14 anos moravam juntas no Quarto 28, em Theresienstadt, durante a ocupação da Checoslováquia pelos nazistas. Das 15 mil crianças do campo de concentração, apenas 93 sobreviveram. Entre estas, 15 são sobreviventes do Quarto 28.
Apesar da situação miserável, do racionamento de comida e do onipresente medo de ir para o “Leste” (Auschwitz-Birkenau), essas meninas puderam ter contato com professores, compositores e artistas – todos também prisioneiros do campo e judeus – que tentavam minimizar o sofrimento com atividades que as ajudariam a acreditar que aquela difícil situação seria transitória.

Nesse grupo de adultos determinado a proteger as crianças estava a artista plástica Friedl Dicker Brandeis que, deportada para Theresienstadt em 1942, levou poucos pertences pessoais e muitos materiais artísticos nas suas duas malas.

Friedl percebeu que a arte poderia ser uma importante ferramenta terapêutica para ajudar as crianças a superar as adversidades e a lidarem com os terríveis sentimentos de perda, medo e incerteza. Começou, então, a dar aulas técnicas de desenho e pintura para a ala infantil do campo de concentração. Ela contava histórias e pedia para que as crianças fizessem ilustrações. Como o objetivo era estimular a esperança naquele lugar, as narrativas eram sobre assuntos diversos e serviam como distração para tirá-las um pouco daquela triste realidade, tanto que as imagens não remetem em nada ao terror que elas vivenciavam.

Considerada hoje uma das precursoras da arteterapia, Friedl ficou por quase dois anos em Theresienstadt e conseguiu esconder os quase cinco mil desenhos de seus alunos em suas malas antes de ser levada para Auschwitz, em 1944. Esses desenhos foram achados 10 anos depois da guerra e levados para um museu em Praga, na República Tcheca. Das meninas que passaram pelo Quarto 28, foram encontrados cerca de 500 desenhos e 40 foram selecionados para fazer parte da mostra que viaja o mundo e chega ao Brasil pela primeira vez.

Programação:

23/05 –15h – Visita guiada seguida de palestra pela exposição com a curadora Roberta Sundfeld, a jornalista alemã Hannelore Brenner e Vera Kreiner, sobrevivente do Quarto 28

24/05 – 15h – Visita guiada com a curadora da exposição, Roberta Sundfeld

04/06 – 16h – Visita guiada com as arte-terapeutas Selma Ciornai e Gladys Ajzenberg e com o coordenador de projetos educativos do MuBE , Murilo Kammer

04/06 – 19h – Mesa-redonda coordenada por Selma Ciornai com profissionais de quatro instituições brasileiras especializadas em arteterapia: Claudia Vidigal, do Instituto Fazendo História (SP); Fabiana Geraldi, do projeto social Eu Sou (RJ); SirleyTanure, do Hospital oncológico GPAEAV/UFPB (PB); Michelle Barros e Bruna Domenico, do CNRVV/Butantã (SP).

Visitas guiadas com a Ação Educativa

23/05 – 10h às 12h
Visita guiada com EducaMuBE
Máximo 20 pessoas
Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

24/05 – 10h às 12h
Visita guiada com EducaMuBE
Máximo 20 pessoas
Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

04/06 – 10h às 12h
Visita guiada com EducaMuBE
Máximo 20 pessoas
Inscrições: producao@mube.art.br ou 2594-2601 ramal 20

Serviço


Curadoria: Roberta Alexander Sundfeld
Data: 23 de maio a 29 de junho (terça a domingo)
Horário: 10h às 19h
Museu Brasileiro da Escultura
Avenida Europa, 218 – São Paulo (Estação de metrô mais próxima: Consolação)
(11)2594-2601
mube@mube.art.br
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre
Projeto aprovado pela Lei Rouanet – Pronac 13203-3 – artigo 18 publicado no Diário Oficial no dia 28 de maio de 2013.

Informações para a imprensa:

FSB Comunicações – (21)3206-5050
Carolina Sales – carolina.sales@fsb.com.br
Suzana Wester – suzana.wester@fsb.com.br



 

 

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